Aqui sou eu a que se esconde na janela do meu quarto. Lá fora, o dia chega ao seu fim, e o céu parece mergulhar na sanguinolenta penumbra de uma noite interminável. Já não se vê o sol, apenas a névoa avermelhada que parece tomar posse de um céu cada vez menos azul. E, para lá do castanho das árvores onde as folhas começam a morrer, a estrada para lá do portão, onde os carros vão passando, de regresso às suas vidas.
São sete horas e vinte minutos, e as gentes regressam a casa. Um velho carro vermelho, depois uma carrinha azul… Um e outro e depois outro, invadindo com o soar dos motores a suave sinfonia dos pássaros e do vento a cantar por entre as árvores.
A minha rua deserta, só minha na minha casa, enquanto vejo o silêncio que paira no anoitecer. Interrompido pelos gritos, pelo esporádico soar de um carro na estrada, ou pelos cães que ladram na distância. Hoje este espaço é só meu. Ninguém me vê e ninguém sabe… que eu vejo todo o universo neste pedaço de terra.
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