Nunca lhes poderia dizer como escondia o cântico da sua alma, que ideal revolvia o seu espírito amordaçado no fúnebre silêncio dos seus vazios interiores. Poderiam eles sequer entender a sombra que se agitava nos confins do seu olhar, a solidão que gritava nos abismos da sua voz?
O seu sorriso era apenas um pálido espectro no crepúsculo do seu sentir. Diante do mundo, os seus olhos escondiam as lágrimas, o suave e efémero canto da sua própria rejeição. Porque eles jamais haviam sentido o desgosto que transbordava da sua alma, as trevas que, em segredo, lhe estrangulavam o coração, a noite de quem, um dia, amara, para definhar nas brumas do abandono.
“Eu estou aqui…”. Em silêncio, a sua mente debate-se contra as correntes do silêncio. Deseja gritar ao mundo o nome dos seus fantasmas, libertar-se dos segredos que o seu corpo aprisionou. Mas as marcas continuam cravadas no seu peito e os espinhos do cilício parecem rasgar-lhe a alma, calando-lhe a vontade e apagando de si as esperanças do seu sentido.
Nunca lhes poderia dizer, não… Aquele segredo era só seu… E as sombras do seu passado estão destinadas a permanecer vivas em si… sempre… até que o seu fogo se apague.
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